Na sessão de ontem (15), o vereador tucano Valmir Nanico, na tribuna, fez uma grave denúncia de que um ex-assessor (não disse nome e nem quem teria sido o vereador responsável pela contratação do assessor), teria recebido por algum tempo o vencimento que lhe cabia como funcionário da Casa de Leis e um suposto “seguro-desemprego” pelo INSS.
Grave, a denúncia não pode ficar só no “desabafo” (digamos assim), do vereador. Supostamente, outros dois casos “esquisitos” teriam ocorrido, também implicando dois vereadores. Resta saber se o “desabafo” foi só um “alerta”, uma “ameaça”, um “troco”, ou se o vereador vai dar seguimento à apuração da denúncia por ele realizada em plenário, na sessão ordinária da Câmara, ou vai “deixar por isso mesmo”.
Vereador entrou em contato para explicar sua votação sobre o Pedido de Cassação
Utilizando os mesmos argumentos apresentados na sessão de ontem (15), o vereador Eliseu Meira (DEM), entrou em contato conosco para informar que está providenciando um pedido de informações ao Executivo, cobrando a informação de todos os dados do processo licitatório colocado em “xeque” na sessão, através do pedido de cassação apresentado pelo vereador Miguel Scrobot (PSC).
Disse ser sua prática não votar nada sem ver antes, e que os vereadores não tiveram acesso à íntegra do material, para poderem dar o seu posicionamento, motivo pelo qual, apesar de ter sido lido o pedido de cassação em plenário, não teria como votar a favor. Lembrou que havia um dossiê com os documentos do processo, que não foram repassados também a ele ou a outros vereadores. Meira é presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e disse que, assim que receber a resposta sobre o pedido de informações, irá municiar a imprensa com os mesmos, para que todos tomem conhecimento.
A denúncia do vereador Miguel Scrobot teria sido, também, protocolada no Ministério Público, tendo em vista a “possibilidade de acontecer o que aconteceu, ou algo muito parecido com isso…”
Cinco reais?
Fato é que ontem, após a votação, indignado, comecei a segurar uma nota de cinco reais nas mãos… alguns interpretaram como se eu estivesse dizendo que “se venderam” por este valor… bom, pra começo de conversa, o dinheiro é meu… faço com ele o que quiser… e não acusei ninguém de nada, mas não posso impedir que as pessoas “vistam a carapuça” se esta lhes serve… o que posso fazer? Mesmo porque não nominei qualquer dos vereadores e, muito menos, me manifestei… se fosse candidato a vereador, teria sim jogado algumas moedas no plenário e saído de lá… afinal, houve indignação geral da maioria dos presentes (claro que os pró Gabão ficaram contentes)…
O problema não é o lado… é a vergonha na cara…
O maior problema não é estar assumindo o lado deste ou daquele… criticamos muito a administração do prefeito Gabão, mas também soubemos publicar, em nosso jornal, matérias que mostravam o lado positivo de setores da administração municipal e dos projetos que funcionaram…
O problema, aqui, é de caráter mesmo… é de vergonha na cara…
A votação de ontem era para definir se o pedido de cassação seria discutido ou não na Câmara, pelos vereadores. Aprovado (se isso tivesse acontecido), seria discutido pelas comissões, pela mesa diretora, e pelos vereadores, se iniciariam uma comissão processante ou não… Mas os “experts” em política julgaram ser melhor não deixar a coisa continuar… usem os argumentos que quiserem usar, fizeram “lambança” e se “lambuzaram”… Ficou patente e clara uma coisa: “a tropa de choque”, o “exército de brancaleone”, resolveu assumir “a bronca” do “comandante” até as últimas consequências….
O PT do PPS do Gabão
O partido dos trabalhadores de Piraquara, não conseguirá se desvencilhar de uma coisa: foi Gabão, é Gabão e vai para onde o Gabão mandar… afinal, o ex-companheiro, parece ditar as regras, pelo menos no mandato petista na Câmara Municipal de Piraquara.
Com vários cargos na administração municipal (durante as duas gestões), o prefeito teve o apoio do vereador petista Edson Ribeiro em 99,9% do mandato “popular” do vereador.
Difícil vai ser “desvencilhar” a imagem do PT com a imagem da administração do PPS e de seu prefeito em Piraquara.
Para onde vai o PMDB?
O PMDB de Piraquara está conversando com todos os partidos que vão lançar candidato a prefeito. Argumenta-se que irá com o candidato do PDT, Marquinhos Tesseroli (Ex-PPS)… O interessante é que pessoas do mesmo grupo que tem afirmado ir com Marquinhos, também tem argumentado estar (ir) com Gico Lorusso (DEM)… Mas as mesmas pessoas parecem estar argumentando com o candidato do PSDB, o ex-prefeito João Guilherme, que vão com ele… afinal, para onde vai o PMDB? “Prás cucuias”???
Perguntar ofende?
Os 10 vereadores de Piraquara aprovaram ontem a criação de cargos que servirão como base para o concurso que a Câmara Municipal de Piraquara vai realizar nas próximas semanas… Criaram 3 (três) vagas para motoristas… Quantos carros a Câmara de Piraquara possui mesmo? Ok, ok… os cargos podem ser criados, mas ninguém pode ser chamado se não houver o(s) veículo(s)… Mesmo assim, porque a Câmara de Piraquara coloca em seu quadro de funcionários a possibilidade de contratar 3, repito, 3 motoristas???? Será que é porque em havendo os cargos (mesmo que não preenchidos), podem contratar mais comissionados???
A Câmara de Pinhais, com muito mais estrutura e finanças, possui um veículo e, quando necessário, o mesmo é utilizado pelos servidores de carreira e comissionados, somente em uso estritamente oficial… não precisa de motoristas… Porque a de Piraquara (a “quebrada” Piraquara, como tanto argumentam os vereadores) vai precisar de motorista????